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23/07/2018

O uniforme é um dos maiores símbolos que os clubes têm e, não por acaso, se tornou um dos mais importantes itens para o marketing. Na história, porém, seu surgimento está ligado a razões muito mais práticas. Na segunda metade do século XIX, quando os britânicos jogavam o futebol nos seus primórdios, os uniformes como conhecemos hoje não existiam. Clubes jogavam até em regras diferentes de acordo com o local onde o jogo era realizado. Em alguns casos, cada tempo de jogo tinha uma regra – primeiro a de um time, depois a do outro. A padronização das regras do esporte também acabou gerando uma padronização do uso do uniforme como uma necessidade.

Na época da fundação de times como Sheffield FC (criado em 1857 e até hoje o mais antigo clube em atividade), Hallam (1860) e Notts County (1862), a única forma de diferenciar os jogadores era por acessórios como chapéus, cachecóis (sim, eles já jogavam no frio na Inglaterra nessa época) ou lenços sobre os uniformes de críquete brancos. Isso porque muitos dos jogadores de futebol eram também jogadores de críquete que procuravam atividade para o inverno – o críquete era jogado no verão.

Um relato de 1857 tenta dar alguma ordem ao caos com a primeira citação de cor: “Cada jogador deve providenciar para si mesmo um chapéu de flanela vermelho e azul escuro, cada time usando uma das cores”. Em 1863, os jogadores se uniram para fundar a Football Association e criaram o primeiro conjunto de regras unificadas do jogo. Foi então que começou a se ter uma ideia clara que era preciso ter uniformes para cada um dos times. Um correspondente relatou o jogo do Birmingham na Copa da Inglaterra de 1879 e escreveu sobre as dificuldades em se distinguir os dois times.

“No futebol, é um ponto essencial que os membros de um time devem ser claramente distintos um do outro. A única maneira de fazer isso é cada time ter um uniforme distinto, já que a diversidade de roupas usadas ontem não apenas confundiu os membros do time, mas os espectadores foram incapazes de dizer que homem pertencia a um time ou ao outro”, diz o texto.

A partir de 1870, então, os uniformes passaram a fazer parte do futebol. Na primeira final da Copa da Inglaterra, em 1872, o Wanderers vestiu rosa, preto e um vermelho escuro. O adversário, o Royal Engineers, jogou com um vermelho escuro e camisas azuis. Nessa época, o futebol era jogado quase que exclusivamente por homens de classe alta e até baixa aristocracia, porque era preciso ter condições de comprar a camisa com as cores do seu time com o alfaiate. Por isso, usar camisas brancas era altamente comum por ser mais barato e fácil de conseguir.

Na Escócia, o surgimento dos uniformes tem um caráter mais político. O Queen’s Park FC, clube que existe até hoje e joga a terceira divisão, foi o primeiro da Escócia e quem cedeu suas camisas azuis para a seleção da Escócia no jogo contra a Inglaterra, em 1873, o primeiro jogo de seleções da história. Se na Inglaterra o futebol era das classes médias alta e baixa aristocracia, na Escócia o esporte foi abraçado pela classe trabalhadora nos anos 1870 e isso teve influência no uniforme, na escolha de cores e no uso dos uniformes.

O Hibernian, fundado em 1875 por imigrantes irlandeses que viviam em Edimburgo, usava verde em homenagem ao país de origem dos imigrantes. Com forte apoio da igreja católica, surgiram outros clubes por toda Escócia vestindo verde e branco, uma forma de homenagem à origem irlandesa. A divisão social que o país vivia passou a ser refletido também no futebol. O azul, o branco e o vermelho são as cores do Unionismo (e, não por acaso, eram as cores do Hearts) e se associou à igreja presbitariana. Já o verde e o branco foram universalmente adotados pelos clubes com origem na minoria católica.

Embora essas diferenças tenham se diluído com o tempo e muitos clubes tenham desaparecido ou mesmo mudado de cor, os dois principais clubes do país ainda representam esse sectarismo: o Rangers, azul, branco e vermelho é o time protestante; o Celtic, verde e branco, representa os imigrantes irlandeses e é ligado à igreja católica.

Outro fator importante na criação de uniformes foi a mudança de regras do jogo. Até o final do século XIX, regras antigas obrigavam o jogador com a bola a passar para trás, ou seja: qualquer jogador à frente da linha da bola estava impedido. A regra é a mesma do rúgbi, que é usada até hoje. Nessa época, era comum os times terem uniformes multicoloridos. A partir da mudança da regra, com a permissão de passes para frente, passou a ser mais importante que os jogadores conseguissem distinguir um time do outro, porque passou a ser mais comum passes a maiores distâncias. Os uniformes multicoloridos passaram a atrapalhar mais do que ajudar, ainda mais nas condições climáticas inglesas, com neblina, chuva e até neve. Então, passou a ser comum uniformes com uma só cor ou ao menos com uma cor predominante.

Esse foi um fator contextual, mas tinha outro, ainda mais importante: o econômico. Camisas multicoloridas eram caras e os jogadores nesta época precisavam comprar seus próprios uniformes. Com a forte adesão de classes trabalhadoras no jogo na Escócia, ter uniformes coloridos significava que custava mais caro jogar por esse time. Ter uniformes multicoloridos significava perder boa parte dos jogadores. Eram comuns, então, camisas de uma cor só, com azul marinho, vermelho, marrom, verde e, um pouco mais raro, branco. Acontecia também de ter uniformes listrados em duas dessas cores – algo relativamente simples de fazer já naquela época.

O fator econômico se juntaria a outro de ordem prática. O impulso do profissionalismo com a formação da Football League na Inglaterra em 1888 levou os clubes a começarem a cobrar ingresso dos torcedores. Com isso, tornou-se ainda mais importante que os espectadores nos estádios conseguissem identificar bem os dois times, então os uniformes tinham que ter contraste um com o outro. As cores primárias eram as escolhidas para tonar isso possível – e mais barato também, é claro. O profissionalismo também mudou quem pagava pelas camisas. Em vez dos jogadores, os clubes passaram a cobrir esse custo e, portanto, queriam gastar o menor valor possível. Isso reforçou então os uniformes mais simples com cores mais básicas e a escolha por uma cor predominante em cada time.

Os uniformes passaram a fazer parte do time, incluindo registro na liga para determinar as cores de cada um e impedir uniformes iguais. Até o surgimento da segunda divisão na Inglaterra, cada time era “dono” de uma cor. A criação da segunda divisão tornou obrigatório que os times tivessem uma camisa reserva branca para usarem quando a cor fosse muito parecida com a do adversário. Os times com camisas brancas eram obrigados a ter um jogo de camisas coloridas para a mesma situação. Nessa época, quem jogava com o uniforme principal era o time com mais tempo de filiação à FA. Só com o tempo foi estabelecido que o time que jogava em casa que usaria o seu uniforme principal.

Os uniformes, agora, faziam parte das regras do jogo e não eram só um elemento para diferenciar os times. Os criadores das regras dos uniformes não poderiam imaginar que criariam com aquilo uma indústria bilionária que influenciaria também no vestuário das pessoas no dia a dia, que incorporaram o que era usado apenas para diferenciar um time do outro como um elemento para se diferenciar pela moda, no cotidiano.

Fonte: Trivela

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